A depressão é, sem dúvida, um dos grandes males psicológicos da atualidade. Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria, 10% dos brasileiros, o equivalente a 20 milhões de pessoas, sofrem de depressão. Entre os principais sintomas
da doença, estão baixa autoestima, desinteresse pelas atividades cotidianas, alterações no apetite, transtornos do sono, diminuição de energia, sensações de exaustão, desvalorização, desamparo e falta de esperança e, inclusive, pensamentos suicidas.
Para enfrentar a depressão, em geral, as pessoas recorrem aos aconselhamentos psicológicos e ao tratamento medicamentoso. Contudo, é cada vez maior o número de pessoas que encontram na atividade física regular uma excelente forma de promover o bem-estar psicológico, combatendo os desagradáveis sintomas da depressão. De fato, muitas pesquisas têm demonstrado que o exercício pode promover a redução do estresse e da tensão, o aumento do vigor físico, a elevação do humor, a melhora do autoconceito e, consequentemente, garantir uma melhor qualidade de vida ao indivíduo depressivo.
da doença, estão baixa autoestima, desinteresse pelas atividades cotidianas, alterações no apetite, transtornos do sono, diminuição de energia, sensações de exaustão, desvalorização, desamparo e falta de esperança e, inclusive, pensamentos suicidas.Para enfrentar a depressão, em geral, as pessoas recorrem aos aconselhamentos psicológicos e ao tratamento medicamentoso. Contudo, é cada vez maior o número de pessoas que encontram na atividade física regular uma excelente forma de promover o bem-estar psicológico, combatendo os desagradáveis sintomas da depressão. De fato, muitas pesquisas têm demonstrado que o exercício pode promover a redução do estresse e da tensão, o aumento do vigor físico, a elevação do humor, a melhora do autoconceito e, consequentemente, garantir uma melhor qualidade de vida ao indivíduo depressivo.
Apesar de ainda a maior parte dos estudos que relacionam exercício e depressão investigarem as atividades aeróbicas (como caminhada, corrida, bicicleta e natação), com a ascensão do Pilates, m
uitas pessoas relatam o quanto esta prática, de maneira diferenciada e única, as ajudaram vencer um quadro depressivo.
uitas pessoas relatam o quanto esta prática, de maneira diferenciada e única, as ajudaram vencer um quadro depressivo.Pesquisadores têm chegado à conclusão que o exercício, assim como o repouso e a meditação, são situações que promovem um intervalo, ou afastamento da rotina, e que apenas o aspecto físico do exercício não é o principal fator na diminuição do estado de ansiedade e depressão.
O Pilates, por ser uma prática que exige uma grande demanda de concentração no movimento para que este ocorra correta e harmoniosamente, com sincronia de respiração e ações musculares profundas e coordenadas, acaba promovendo com primazia esta “retirada” dos frequentes pensamentos associados a problemas e angústias, permitindo que o praticante usufrua de seu próprio corpo
e gestual para vivenciar momentos de prazer e bem-estar.
e gestual para vivenciar momentos de prazer e bem-estar.Enquanto em algumas práticas corporais ainda prevalece o conceito de corpo-objeto, priorizando-se a rigidez, a disciplina e a performance, através do Pilates é possível perceber que as ações do corpo e da mente estão intimamente ligadas. Joseph Pilates, o criador do método, já no início do século passado, afirmava que um espírito renovado de pensamento e movimento representa o primeiro passo para a redução do estresse, para elegância de movimentos, para alegria e para a maior capacidade de aproveitar a vida.
O incremento do repertório motor e a melhor consciência corporal, adquiridos através do Pilates, possibilitam ao praticante novas e mais prazerosas vivências através do gestual corporal. Ou seja, praticando Pilates, com paciência e persistência, será possível compreender que os movimentos representam uma mera ferramenta para “pensar o corpo” adquirindo um melhor controle muscular, que pode ser aplicado a qualquer função de movimento corporal, restabelecendo uma conexão com a mente de maneira criativa, eficiente e prazerosa.
Além da conscientização corporal promovida pelo Pilates, a respiração utilizada no método também possui uma função relaxante, porque, além de o cérebro receber uma quantidade maior de oxigênio, a mente e o corpo trabalham com mais energia e calma, em função do respirar mais controlado e profundo.
Olhar para si, perceber e sentir seu movimento, vivenciar novas possibilidades corporais, concentrar-se na prática, na respiração, buscar fluidez no gestual, relaxar... Estas ferramentas do Pilates permitem um contato cada vez mais íntimo consigo mesmo, promovendo uma melhor aceitação de si e possibilitando um melhor relacionamento entre o corpo e o meio.
Como mente e corpo estão intimamente ligados, é importante ressaltar que um distúrbio psicológico interfere diretamente na atitude corporal do indivíduo. Os depressivos, em geral, demonstram insatisfação com sua imagem corporal, além de uma típica atitude postural caracterizada pelo aumento da cifose torácica, inclinação anterior da cabeça, tendência à retroversão pélvica e abdução de escápula. Abusar nas aulas de Pilates do alongamento axial e das mobilidades de coluna, principalmente em extensão, faz com que esta prática, mais uma vez, “caia como luva” para a promoção do bem-estar do depressivo.
Ao lidar com alunos deprimidos, outros pontos ainda são importantes para garantir o sucesso em motivação e aderência às aulas:
- Elabore um programa de intervenção individualizado, levando em conta os objetivos de seu aluno;
- Explore a história da técnica do Pilates e a função de cada exercício durante a prática, para envolver melhor seu aluno;
- Procure práticas prazerosas, lúdicas e funcionais. Sempre utilize dicas e instruções pertinentes à compreensão e nível físico de seu aluno. Evite informações confusas e exercícios muito desafiantes, que podem causar decepção subjetiva e desistência da prática;
- Caso utilize músicas nas aulas, escolha as mais alegres e positivas;
- Em caso de aula em grupo, jamais incentive as competições interpessoais, pelo contrário, procure promover interações sociais positivas e colaboradoras;
- Não elabore sequências longas e complexas para a aula. Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabelecendo algumas prioridades para focar a atenção de seu aluno;
- Forneça sempre o reforço positivo ao seu aluno durante a prática, destacando e elogiando até os mínimos avanços apresentados;
- Inclua nas aulas exercícios variados, evitando a rotina. Lembre-se: tenha certeza de que seu aluno é capaz de realizar o que você está solicitando, tendo cuidado com os exercícios muito desafiantes;
- Procure fazer com que seu aluno encare o Pilates como uma prática auxiliar a outras formas de terapia. Para maior eficácia no combate à depressão, encoraje-o a buscar uma abordagem terapêutica multimodal;
- Avalie e, se possível, incentive, a influência positiva da família e dos amigos para facilitar o apoio à prática regular.
O incremento do repertório motor e a melhor consciência corporal, adquiridos através do Pilates, possibilitam ao praticante novas e mais prazerosas vivências através do gestual corporal. Ou seja, praticando Pilates, com paciência e persistência, será possível compreender que os movimentos representam uma mera ferramenta para “pensar o corpo” adquirindo um melhor controle muscular, que pode ser aplicado a qualquer função de movimento corporal, restabelecendo uma conexão com a mente de maneira criativa, eficiente e prazerosa.
Além da conscientização corporal promovida pelo Pilates, a respiração utilizada no método também possui uma função relaxante, porque, além de o cérebro receber uma quantidade maior de oxigênio, a mente e o corpo trabalham com mais energia e calma, em função do respirar mais controlado e profundo.
Olhar para si, perceber e sentir seu movimento, vivenciar novas possibilidades corporais, concentrar-se na prática, na respiração, buscar fluidez no gestual, relaxar... Estas ferramentas do Pilates permitem um contato cada vez mais íntimo consigo mesmo, promovendo uma melhor aceitação de si e possibilitando um melhor relacionamento entre o corpo e o meio.
Como mente e corpo estão intimamente ligados, é importante ressaltar que um distúrbio psicológico interfere diretamente na atitude corporal do indivíduo. Os depressivos, em geral, demonstram insatisfação com sua imagem corporal, além de uma típica atitude postural caracterizada pelo aumento da cifose torácica, inclinação anterior da cabeça, tendência à retroversão pélvica e abdução de escápula. Abusar nas aulas de Pilates do alongamento axial e das mobilidades de coluna, principalmente em extensão, faz com que esta prática, mais uma vez, “caia como luva” para a promoção do bem-estar do depressivo.
Ao lidar com alunos deprimidos, outros pontos ainda são importantes para garantir o sucesso em motivação e aderência às aulas:
- Elabore um programa de intervenção individualizado, levando em conta os objetivos de seu aluno;
- Explore a história da técnica do Pilates e a função de cada exercício durante a prática, para envolver melhor seu aluno;
- Procure práticas prazerosas, lúdicas e funcionais. Sempre utilize dicas e instruções pertinentes à compreensão e nível físico de seu aluno. Evite informações confusas e exercícios muito desafiantes, que podem causar decepção subjetiva e desistência da prática;
- Caso utilize músicas nas aulas, escolha as mais alegres e positivas;
- Em caso de aula em grupo, jamais incentive as competições interpessoais, pelo contrário, procure promover interações sociais positivas e colaboradoras;
- Não elabore sequências longas e complexas para a aula. Divida as grandes tarefas em tarefas menores, estabelecendo algumas prioridades para focar a atenção de seu aluno;
- Forneça sempre o reforço positivo ao seu aluno durante a prática, destacando e elogiando até os mínimos avanços apresentados;
- Inclua nas aulas exercícios variados, evitando a rotina. Lembre-se: tenha certeza de que seu aluno é capaz de realizar o que você está solicitando, tendo cuidado com os exercícios muito desafiantes;
- Procure fazer com que seu aluno encare o Pilates como uma prática auxiliar a outras formas de terapia. Para maior eficácia no combate à depressão, encoraje-o a buscar uma abordagem terapêutica multimodal;
- Avalie e, se possível, incentive, a influência positiva da família e dos amigos para facilitar o apoio à prática regular.
------------------------------------------------------------------------
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
- CANALES, J. Z. Fisioterapia em transtorno depressivo maior: avaliação da postura e imagem corporal. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.
- PEREIRA, L. L. O método Pilates e a Psicossomática: Uma abordagem integral do ser humano. Monografia submetida como requisito para obtenção do grau de especialista em Psicossomática, pelo Programa de Pós-Graduação Lato Senso da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto alegre, 2009.
- WEINBERG, R.S. & GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. Trad. Maria Cristina Monteiro, 2ª.ed., Porto Alegre, Artmed Editora, 2001.
- PEREIRA, L. L. O método Pilates e a Psicossomática: Uma abordagem integral do ser humano. Monografia submetida como requisito para obtenção do grau de especialista em Psicossomática, pelo Programa de Pós-Graduação Lato Senso da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Porto alegre, 2009.
- WEINBERG, R.S. & GOULD, D. Fundamentos da Psicologia do Esporte e do Exercício. Trad. Maria Cristina Monteiro, 2ª.ed., Porto Alegre, Artmed Editora, 2001.
- Site TV Câmara: http://www2.camara.gov.br/tv/materias/CAMARA-HOJE/190363-CERCA-DE-20-MILHOES-DE-BRASILEIROS-SOFREM-DE-DEPRESSAO.html. Crédito da reportagem: repórter Paula Bittar; data da reportagem: 04/11/2010; data da pesquisa: 15/01/2012
- Site do Centro de Estudos em Psicologia: http://www.cemp.com.br/artigos.asp?id=61 . Data da pesquisa: 15/01/2012

